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Madre Teresa

Fazer tudo pelo próximo, amar incondicionalmente seu semelhante como a si mesmo e nada esperar em troca. As palavras que Jesus proferiu há cerca de 2 mil anos sempre calaram fundo na humanidade. Pena que até os dias de hoje tão poucos se dispuseram a praticá-las, com simplicidade, desapego e ausência de vaidade. Uma destas poucas almas ficou conhecida como Madre Teresa de Calcutá.
Batizada como Agnes Gonxha Bojaxhiu, nasceu em 27 de agosto de 1910, em Skopje, Macedônia (república que até 1991 fazia parte da antiga Iuguslávia), tendo sido criada e educada dentro das tradições de uma fervorosa família católica albanesa. Sua vocação religiosa manifestou-se já aos 12 anos quando manifestou o desejo de ser missionária, fascinada pelos relatos enviados da Índia por jesuítas de sua localidade. Colaborando diariamente nas tarefas da Igreja em sua paróquia, a adolescente Agnes conciliava estudos com atividades de assistência aos mais pobres, sentindo palpitar cada vez mais forte a necessidade de ajudar seu próximo.

Decidida a ser missionária na Índia, Agnes é informada por um jesuíta sobre uma congregação de freiras fazendo um lindo trabalho em Bengala. Em 1929, com apenas 19 anos, a jovem Agnes chega à Índia para cumprir seu apostolado de caridade. Estabelece-se em Calcutá, fazendo votos de pobreza, castidade e obediência. Passa a se chamar Teresa, em homenagem à monja francesa Teresa de Lisieux, padroeira das missionárias.
O filme consegue captar com felicidade a trajetória desta simples freira que se tornou uma das maioires benfeitoras da humanidade no século XX. No papel principal está a marcante atriz argentina Olivia Hussey , que se notabilizou em papéis femininos de impacto, como Julieta , em Romeu e Julieta , de Franco Zefirelli; e Maria, mãe de Jesus, em Jesus de Nazaré , do mesmo cineasta.
Sua jornada inspiradora é mostrada em todos os detalhes: os anos em que, sempre como religiosa, lecionou História e Geografia para meninas pobres em Calcutá; a visão que teve em um trem aconselhando-a a sair das fronteiras do convento para se dedicar aos mais pobres, vivendo, comendo e dormindo junto a eles, muitas vezes sem um teto; a chancela do Papa XII à congregação Missionárias da Caridade, por ela fundada; o reconhecimento de seu trabalho por outras nações; sua naturalização como cidadã indiana em 1949; a tensão e até oposição política que enfrentava numa época em que a Índia, sob a filosofia da não-violência de Gandhi, estava prestes a se libertar do jugo colonizador inglês. Enfim, um retrato cru, real mas mesmo assim eivado de poesia.
Em 1979, Madre Teresa recebe o Prêmio Nobel da Paz. Sua congregação Missionárias da Caridade hoje encontra-se espalhada por mais de 80 países do mundo todo, levando adiante seu trabalho em prol dos menos favorecidos.
Em 19 de outubro de 2003, é beatificada pelo Papa João Paulo II. Faleceu em 1997, aos 87 anos. Numa época em que o egoísmo e a ganância parecem prevalecer, vale a pena tomar contato com a vida desta que foi incansável mensageira da caridade.
115 minutos. 2006
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