Olho

Shiva Nataraja
Shiva aparece como o Rei (raja) dos Dançarinos (nata). Ele dança dentro de um círculo de fogo, símbolo da renovação e, através de sua dança, Nataraja cria, conserva e destrói o universo. Ela representa o eterno movimento do universo que foi impulsionado pelo ritmo do tambor e da dança. Apesar de seus movimentos serem dinâmicos, como mostram seus cabelos esvoaçantes, Shiva Nataraja permanece com seus olhos parados, olhando internamente, em atitude meditativa.
"Vá além do mundo das aparências, vença a ignorância interior e torne-se Shiva, o meditador, aquele que enxerga a verdade através do olho que tudo vê (terceiro olho, Ájña Chakra)."

Olho de Horus
Segundo a lenda, Atum foi o deus que criou-se a si próprio pôr um esforço de vontade e a luz do sol. Como não tinha companheira uniu-se a própria sombra e teve dois filhos gêmeos: Shu e Tefnut, este casal deu origem a todos os outros deuses. Atum tinha um olho só, que podia sair sozinho enquanto dormia. Certa vez Shu e Tetnut sairam e se perderam, o olho de Atum saiu a procura dos dois, como demorasse muito a voltar, Atum, que estava cego, criou um segundo olho. Quando seus filhos voltaram o contentamento foi tanto que o primeiro olho, que fora colocado sobre a sombrancelha do segundo chorou, esta lágrima chamada de Num, criou a humanidade.
Atum está diretamente ligado ao sol e a criação do mundo sendo por isso chamado de Atum-Rá.
Ainda por não entender o ciclo natural da vida, acreditavam que a Águia era filha do Sol e da Lua, a noite a Lua depositava os ovos no alto da montanha. O Faraó, vigia o seu povo pelo olho da águia o animal que voa mais alto e por mais tempo ficando associada a Atum-Rá. No desejo de ter uma representação gráfica disso tudo os artistas egípcios criaram o Olho de Atum, mais tarde chamado de Olho de Horus.

Olho de Hórus
Créditos: R. Corradi (Isaac Newton Group), D. R. Gonçalves (Instituto de Astrofísica das Canárias).

Imagem da Nebulosa Planetária do Olho de Gato
As nebulosas planetárias são produzidas nas últimas etapas da vida de uma estrela semelhante ao nosso Sol. Quando o seu combustível nuclear acaba, a estrela não consegue contrariar a força da gravidade e colapsa sobre si mesma. Este fato provoca uma subida da sua temperatura e permite o inicio de novas reacções nucleares no seu interior. Em seguida (quando a estrela se converte numa estrela Gigante Vermelha e finalmente acaba como uma estrela Anã Branca), mais de metade da sua massa é expelida através de fortes "ventos estelares". Quando este gás expelido pela estrela é aquecido até cerca de 10.000 graus por ação da radiação do núcleo da estrela, forma-se um dos objectos astronomicos mais belos, uma Nebulosa Planetária.