Sincronicidade

Com muito humor e picardia, P.S. do Rio de Janeiro conta um fato que continua ocorrendo em sua vida.
" Onde moro, existe um empregado do vizinho que corrobora a tese de Jung da Sincronicidade:
a simultaneidade de um estado psíquico a um ou mais acontecimentos, a popular coincidência.
Toda a vez que saio ou chego de casa, não importa o dia ou a hora, em algum ponto do percurso de minha rua, como um guardião ou sombra de mim mesmo, está João.
Nada faz, apenas acena com a cabeça e seus olhinhos espertos observam risonhos, como se controlassem as vidas dos moradores da rua.
Virou piada, consideramos a possibilidade de existirem vários clones de João, ou ele ser um E.T. Cada saída passou a ter um suspense extra na expectativa de driblar João. Um dia, eufórico, não o vi.
O inusitado da situação me deixou até intrigado, pois achei que algo diferente estava ocorrendo.
Qual não foi meu espanto, quando duas ruas adiante, a figura estava lá, a postos, e me cumprimenta com um leve acenar de cabeça e seus penetrantes olhos galhofeiros, como se ele é que brincasse de aparecer sempre em qualquer lugar!
Rindo, continuei meu caminho achando que a normalidade é esta estranha coincidência resultante de uma inexplicável simultaneidade. Será que Jung teve o "seu João" para formular a sua teoria?


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