SERIA O BOTO ROSA?

Foi do Pará que me chegou esta história narrada por João Euzébio.
" Há uns 6 anos, eu estava interessado numa garota bonita.
Ela também me lançava olhares quando esbarrávamos na rua.
Nas festas juninas, época onde todos se encontram, fui a um forró crente que naquele dia eu conquistaria Marina.
Estava empolgado e só pensava naquela menina linda, olhos rasgados , sorriso enorme e cabelos muito lisos e longos.
Cheguei a tira-la para dançar, mas quando houve troca de pares, ela foi dançar com um desconhecido. Jovem, bem vestido, um cara insinuante, bonito, diferente.
Marina então só teve olhos para ele. Injuriado, fiquei controlando o novo casal que se formou.
Depois da meia noite, eles foram namorar na beira do rio.
Eu tentei acompanhar disfarçado, mas sumiram que não mais os encontrei.
No baile muitos estavam falando do Boto Rosa, mito regional, que seduz e leva as mulheres que por ele se apaixonam.Ele surge como homem e hipnotiza sua presa.
Na hora, debochei do pessoal e chateado fui para casa, na esperança de no caminho ou nos próximos dias reencontrar Marina.
O fato é que Marina sumiu.
As más línguas inventaram uma fuga apaixonada e outros a hipótese do Mito do Boto.
E até hoje, passados mais de 10 anos, nunca mais a vi ou soube dela.

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