ENTERRO NO INTERIOR
Verídica, hilária e ao mesmo tempo terrificante, a história narrada por José F. de S.Catarina.


"Nos idos dos anos 50, irreverente como todo jovem e participando ativamente dos costumes do interior, participei de um velório que ficou na história . Os velórios do interior, eram regados a cachaça. Tendo morrido uma senhora, magrinha, tia velha de um caboclo, o pessoal da região se reuniu para "chorar" o defunto.
Muitas cachaças depois estava na hora de ir para o cemitério. Colocaram o caixão em uma carroça puxada "a cavalo" e seguiam a pé ao lado, meio cambaleando.
Eu, disse como troça: "- Será que a velha morreu mesmo? Parece que vi a tampa do caixão se abrir."
A família acreditou e já meio assustada e bastante embalada pela bebida , mandou parar a carroça.
Aí tudo aconteceu: o cavalo se assustou, havia uma pedra no caminho, a carroça virou o caixão foi jogado longe e a coitada da defunta com o impacto saiu do caixão.
A maioria começou a correr, outros ficaram paralisados e eu que havia feito a troça me prontifiquei a colocar a senhora de volta e seguir o cortejo. Quando fui pegar a velha, seus braços duros e frios me abraçaram e aí quem quase morreu fui eu, pois não sei como sua mão se embaralhou em minha camisa e já apavorado o que consegui fazer foi tirar a camisa e deixar a velha em seu caixão com a minha camisa na mão, e correr, corri muito .
Imaginando a cena acho que a velha ficou foi rindo de mim."

Direito Reservados P.Jota Produçõe